"Da Visão..."(2002), David Largman

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Um homem típico

Conversa entre duas mulheres:
- Blábláblá ... blábláblá ...
- Blábláblá ... casamento blábláblá ... blábláblá.

Obs.: Blábláblá corresponde aos trechos da conversa aos quais o homem que estava por perto não deu a menor atenção.

Reação do homem ao escutar a palavra que não deve ser mencionada:
- Faz cara de indignação/pavor/tédio;
- afirma 347 vezes que é contra esse tipo de "prisão consentida";
- repete insistentemente que esse "masoquista" modelo de relação é o que todas as mulheres buscam, mas que os homens, por sua vez, fogem dele como o diabo da cruz - os espertos, pelo menos (categoria na qual, obviamente, ele está incluído - que fique claro!);
- dá por volta de 50 exemplos de como o casamento faz as mulheres engordarem e os homens se tornarem sedentários e barrigudos, assistindo Zorra Total no sábado à noite enquanto comem frango frito e tomam cerveja com o pé apoiado na mesinha, ao som dos berros da mulher com as "crianças";
- garante vigorosamente que nunca vai se tornar um homem como o que descreveu e que, por toda a vida, só vai se envolver com mulheres "bonitas", magras e na faixa dos 20 anos, mesmo quando estiver meio careca, meio grisalho, meio sem disposição e, ainda assim, meio pobre;
- discorre longamente a respeito da teoria de que os homens são incapazes de serem monogâmicos porque têm o dever de corresponder ao instinto inato de fecundar o maior número de fêmeas possível, garantindo assim a sobrevivência da espécie;
- completa contando todas as piadinhas machistas de que consegue se lembrar, incluindo aquela sobre mulheres esquentarem a barriga no fogão e esfriarem no tanque;
- após uma pausa em que fica pensativo, acrescenta, nostálgico, que é contra o matrimônio sobretudo porque nenhuma mulher seria capaz de substituir sua mãe, de deixar suas roupas tão cheirosas como ela deixa, de fazer um bolo de fubá tão gostoso quanto o dela;
- por fim, permite que as duas voltem a conversar sobre como o casamento da fome com a vontade de comer fez com que elas saíssem àquela hora da noite... Mas, enfim, elas já tinham perdido um pouco o fio da meada da conversa.

Alguns anos depois... Ele se casa!

11 comentários:

Suliane Valverde disse...

Por que você tem postado postos finais?

Suliane Valverde disse...

Doida!

Suliane Valverde disse...

Já saquei qual é a sua: gosta de postar um coisa por dia, mas como ficou esses dois dias sem nada pra postar, deixou o ponto, pra depois editar e colocar um texto por dia.

Helen Valverde disse...

Postos finais? Do que vc tá falando, sua doida?! hahahahaha

Helen Valverde disse...

(Vc não pode falar sobre os meus "toques" em público! rs)

Helen Valverde disse...

Deus do céu, vc tá desaprendendo a usar gêneros!! rsss

Suliane Valverde disse...

Você trapaceou com esse post, e o que eu disse ai em cima perdeu o sentido.
Onde é que eu errei o gênero? Isso é fruto de más influências...


Adorei o texto!

Helen Valverde disse...

Como agora perdeu o sentido, posso falar à vontade que vc é doida... hahahaha

"gosta de postar um coisa por dia..."
Precisamos fazer as "má influências" aprenderem português, antes que seja tarde demais! rs

torugo disse...

eita post carregado de preconceito! Ateh parece q a maioria dos homens eh capaz de formular explicações tão complicadas..

Agora, um exemplo do q eu penso de casamento: http://www.malvados.com.br/tirinha1314.gif

Helen Valverde disse...

Preconceito não, é pura constatação! Vai me dizer que vc nunca viu um tipo desses? Eu já vi vários... rs

E a sua tirinha, convenhamos, também tá carregada de preconceito: Os homens sempre mentem; as mulheres sempre querem contrariar, são ciumentas e acham que o cabelo é mais importante que... um braço! rs

Anônimo disse...

Patz! Realmente, como somos chatos... Duas mulheres conversando em uma mesa de bar é infinitamente diferente (no sentido de desigual) do que dois homens... Homens podem conversar a noite toda sem serem interrompidos com piadas/cantadas (corriqueiramente de mal gosto); já as mulheres...

Campanha: vamos, mulheres, tomar umas e outras nos botecos!