Conversa entre duas mulheres:
- Blábláblá... blábláblá...
- Blábláblá... casamento blábláblá... blábláblá.
Obs.: "Blábláblá" corresponde a trechos da conversa aos quais o homem que estava por perto não deu a menor atenção.
Reação desse homem ao escutar a palavra que não deve ser mencionada:
- Faz cara de pavor;
- afirma 347 vezes que é contra esse tipo de "prisão consentida";
- repete insistentemente que esse "masoquista" modelo de relação é o que todas as mulheres buscam, mas que os homens, por sua vez, fogem dele como o diabo da cruz - os espertos, pelo menos (categoria na qual, obviamente, ele se inclui);
- dá por volta de 50 exemplos de como o casamento faz as mulheres engordarem e os homens ficarem carecas e barrigudos, felizes de poder assistir Zorra Total no sábado à noite, tomando cerveja com a travessa de frango frito apoiada na barriga e o pé na mesinha de centro, ao som dos berros da mulher com as "crianças";
- garante vigorosamente que nunca irá se tornar um homem como o que descreveu e que, por toda a vida, só irá se "envolver" com mulheres bonitas, magras e na faixa dos 20 anos (estranhamente mesmo quando estiver meio careca, meio grisalho, meio sem disposição e, ainda assim, meio pobre);
- discorre longamente a respeito da teoria de que os homens são incapazes de serem monogâmicos porque têm o dever de seguir seu instinto de fecundar o maior número de fêmeas possível, garantindo assim a sobrevivência da espécie;
- complementa contando todas as piadinhas machistas que consegue lembrar, incluindo aquela sobre as mulheres esquentarem a barriga no fogão e esfriarem no tanque;
- após uma pausa em que fica pensativo, acrescenta, nostálgico, que é contra o matrimônio sobretudo porque nunca encontraria uma mulher como sua mãe.
Só então permite que as duas voltem a conversar.
- Blábláblá... blábláblá...
- Blábláblá... casamento blábláblá... blábláblá.
Obs.: "Blábláblá" corresponde a trechos da conversa aos quais o homem que estava por perto não deu a menor atenção.
Reação desse homem ao escutar a palavra que não deve ser mencionada:
- Faz cara de pavor;
- afirma 347 vezes que é contra esse tipo de "prisão consentida";
- repete insistentemente que esse "masoquista" modelo de relação é o que todas as mulheres buscam, mas que os homens, por sua vez, fogem dele como o diabo da cruz - os espertos, pelo menos (categoria na qual, obviamente, ele se inclui);
- dá por volta de 50 exemplos de como o casamento faz as mulheres engordarem e os homens ficarem carecas e barrigudos, felizes de poder assistir Zorra Total no sábado à noite, tomando cerveja com a travessa de frango frito apoiada na barriga e o pé na mesinha de centro, ao som dos berros da mulher com as "crianças";
- garante vigorosamente que nunca irá se tornar um homem como o que descreveu e que, por toda a vida, só irá se "envolver" com mulheres bonitas, magras e na faixa dos 20 anos (estranhamente mesmo quando estiver meio careca, meio grisalho, meio sem disposição e, ainda assim, meio pobre);
- discorre longamente a respeito da teoria de que os homens são incapazes de serem monogâmicos porque têm o dever de seguir seu instinto de fecundar o maior número de fêmeas possível, garantindo assim a sobrevivência da espécie;
- complementa contando todas as piadinhas machistas que consegue lembrar, incluindo aquela sobre as mulheres esquentarem a barriga no fogão e esfriarem no tanque;
- após uma pausa em que fica pensativo, acrescenta, nostálgico, que é contra o matrimônio sobretudo porque nunca encontraria uma mulher como sua mãe.
Só então permite que as duas voltem a conversar.